Arquivo para setembro, 2009

I’m a full grown lonely cat…

Posted in Versus Pandora's on setembro 27, 2009 by Pandora Bezarius

Digam que o que disserem, o mal do século é a solidão...

“Ontem que estavas aqui
O dia era claro com o sol.
Hoje, ausente, distante d ti
Esmurece a luz, padecendo o rouxinol.
Minha melodia mais triste.”


Amor

Guerreiro peito,
Destino sonhador.
Rompe nos laços do seio,
Que hoje te quero, amor.
Vem calado e sôfrego,
Triste, inebriado e trôpego.
Vadio enlace de densa paixão,
Vem assim queimando em meu coração.
Lateja as dores,
Densa e sem rumores.
Queima este peito cansado
Que há tempos está enclausurado.
Vem firme e forte,
Rasgando fundo o corte.
Penetra a carne do peito
E me faz olvidar os anseios.
Volta de onde fostes;
meu corpo em claras poses
Chamando-te: -Vem!
-Que hoje não quero a mais ninguém…

Jean Simon

•••

P.S.: Quem sabe seja o falso fim. Ainda espero pelo por vir. Anseio, em dores…

Anúncios

Quero cheira fumaça de óleo diesel, me embreagar até que alguém me esqueça!…

Posted in Versus Pandora's with tags , , , on setembro 23, 2009 by Pandora Bezarius

Kind a Drunken

“No princípio era o caos
ou é agora?
Brincadeira tem hora!
Eu dou meu testemunho:
Isto qu está aí
é apenas um rascunho.”
(Millôr)

Vozes

Às vezes cada coisa parece nada,
Coisas ditas, frases pensadas, tudo uma grande falsidade,
Mesmo que leias e veja isso com uma séria impulsividade.
Sou de fato, um ser mero e desqualificado no ato de escrituras formadas.
Se é o que desejas ler, pois eu te contarei: – dentro de cada ser,
Um grande ilusionista que na impureza os faça crer.
Há problemas, que pareça diante de cada olhar o mínimo,
Em cada coração um sentido de dureza e ingenuidade.
Lembranças que obscurecem a imagem sincera de cada ser.
Vê você, que cada palavra escrita sem maldade
São contos que transparecem em entrelinhas,
Vírgulas que denotam o sentido da insanidade em cada esquina.
São frases que transparecem em lágrimas não caídas…
São trechos não identificados nas falsas saídas.
Então aqui está o que procuras na alma insana,
Naquela impura de sonhos indignos, sem volta.
Promessas que, de repente, se interpretam em cada escolta.
Cadê aquele que nos ergue a mão e nos levanta?
Que escuta o que dizes, diz a frase que encanta?
É assim que permaneço nas sombras,
Então não prossegues o que me assombra,
E não termine este verso que eternamente me espanta.

Jean Simon