Arquivo para outubro, 2009

Não preciso de modelos, não preciso de heróis.. Eu tenho os meus amigos…

Posted in Queixumes with tags , , , on outubro 28, 2009 by Pandora Bezarius

Todo mundo tem um paraíso individual. O meu por vezes, é um tanto confuso e conflituoso, mas é algo interno. Bia e SarahQuando me desvirtuo diante das pessoas, é o momento de ilusão. Meu momento de prazer, por assim dizer. Tem dias, que estou insuportável, confesso (nem eu mesma me suporto)! E por incrível que pareça, são essas pessoinhas que, de uma forma que elas não sabem,  ajudam-me a melhorar. Os dias perfeitos não existem, mas nós fingimos que sim. Dia de sol, chuva, calor, frio, contanto que estajamos juntas! Há aquelas pessoas distantes, tanto físico quanto psicologico e talvez elas nem saibam da mudança que causa em mim. Mesmo que me tenham feito chorar, sorrir, odiar, amar, passar vergonha, qualquer outra coisa… Ajudaram-me a ser como sou: meio egoista, meio confusa, meio triste, meio feliz, meio louca, meio lógica, meio sinistra, meio fofa, meio bruta e meio carinhosa. Amigos, amores, familia(todos os sabores)… “Não preciso de modelos não preciso de heróis. Eu tenhom meus amigos e quando a vida dói, eu tento me ocncentrar num caminho fácil..”(RUSSO, 2009) Então, pensando bem, obrigada por tudo… Por existirem, por me odiarem, por me amarem, suportarem, cuidarem de mim…!

Perdi você para mim mesmo, Venho perdendo tudo então…

Posted in Versus Pandora's with tags on outubro 27, 2009 by Pandora Bezarius
...
“O que mais amo é que mais me esquece…
E eu sonho: ‘Quem olvida não merece…’
E já não fico tão abandonada!”

Cadê seus olhos que não encontro na escuridão!?
Cadê você?! Na minha eterna solidão!?…
Está nebuloso o céu…
Saia de trás deste véu!
Cadê o brilho que iluminou a noite?
Onde está a ternura que esquentou o coração!?
Não sei onde estás! Maldição…
Apagara-se a fraca luz!
Na noite taciturna não se escuta nada…
Nem os gemidos de dor.
A noite chora calada!
E eu a procura de meu amor…
Cade você que não aparece?
Onde se escondeu essa felicidade?
O dia se esmurece…
Com tristes verdades..
Meu amor onde estás?!
Que meus olhos não podem vê-lo..
O dia amanheceu e não pude tê-lo..
Meus braços frios entrestricera-se…
O tempo não pode parar,
Consumindo um coração que não pára de chorar!
Cadê, cadê que não te enxergo!?
Estou perdida, de certo…
Mas onde, onde?
A mente perdida bem distante…
A sua procura, no dia
Em que um coração perdeu sua alegria.

•••

P.S.: Até ontém tudo estava aqui; casa, sol, felicidade, nós… Mas aconteceu e eu nem percebi, quando tudo se perdeu de mim….

Não sou nenhum brinquedo que pode se quebrar…

Posted in Queixumes with tags , , , on outubro 27, 2009 by Pandora Bezarius

•••

Sensações

Um vazio por dentro sem explicação
De repente, tudo se consome em chamas negras.
É quando vem o frio da existência do ser…
Como se fossem lâminas perfurando,
Sem deixar derramar o sangue; Que
por outros olhos, viram lágrimas!
uma grande confusão de sentidos esmagando
Por dentro, o júbilo e sincero riso.
É assim, demasiado, que me sinto!…

•••

I’ll go where secrets are sold Where roses unfold I’ll sleep as time goes by…

Posted in Versus Pandora's with tags , , , , on outubro 22, 2009 by Pandora Bezarius
“Quem sabe se este ansei de Eternidade,
Atropeçar na sombra, é a Verdade,
E já é a mão de deus que me acalenta?”
(Florbela Espanca)

Alguém que sou
(Jean Simon)

Eu sou alguém perdido,
Alguém só, solitário.
Excluído, multilado.
Excentrico, alguém esquecido.
Sou confuso, desvairado.
Sem saber dos quê e porquês.
Louco varrido, que ninguém vê.
Sem ser o que sou,
Sem ser eu, ou você.
Mesmo assim, complicado
Alguém que vive do abreviado.
Não sou, nem quero,
Perco-me, engulo-me,
Sabe-se lá o que realmente espero.
Porém sou assim, digo-me;
Crio-me, invento coisas
Sem sentido, em moitas.
Sou claro e escuro,
Um tanto perverso,
Iludo-me e não nego.
De coraçao bruto,
De mãos vazias eu rezo
E somente me esquecer,
Nesses dias, é o que mais quero…

•••

P.S.: “Pra onde vai a alma que morreu? Queria encontrar Deus! Tanto o Procuro!”

Florbela Espanca…

Posted in Queixumes with tags , , , , , , , on outubro 22, 2009 by Pandora Bezarius

Florbela Espanca

Para quem já percebeu, eu gosto muito desta poetiza Florbela Espanca. Não é meu pseudônimo (antes fosse). Sendo considera a figura feminina da literatura portuguesa em todos os tempos, Florbela d’Alma Conceição  Espanca – 1894/1930 – (como assinava seu nome), fruto de uma relação Florbela Espanca (era principal modelo fotográfica de seu Pai Jão Maria Espanca)extra conjugal (A esposa de seu pai não podia ter filhos, então ele adotou uma tradição medieval: ter filhos de outra mulher).

“Em 1903, aos sete anos, faz seu primeiro poema, A Vida e a Morte. Desde o início é muito clara sua precocidade e preferência a temas mais escusos e melancólicos.” (PRAHOJE, 2009).  Sendo uma das primeiras mulheres a ingressar no curso secundário (ela havia ingressado no Lirceu de Évora), fato não muito bem aceito por professores e sociedade daquela época. Casou-se com seu colega de estudos, Alberto Moutinho. O então marido traia-a, com a empregada (fato clássico e ridículo). Em 1915 divorcia-se de Florbela, para casar-se com Henrique de Almeida…

“1916, Florbela reúne uma seleção de sua produção poética de 1915 e inaugura o projeto Trocando Olhares, coletânea de 88 poemas e três contos. O caderno que deu origem ao projeto encontra-se na Biblioteca Nacional de Lisboa, contendo uma profusão de poemas, rabiscos e anotações que seriam mais tarde ponto de partida para duas antologias, onde os poemas já devidamente esclarecidos e emendados comporão o Livro de Mágoas e o Livro de Soror Saudade.”(PRAHOJE, 2009)

“1917 a poetisa completa o 11º ano do Curso Complementar de Letras, e logo após ingressa na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.Após um aborto involuntário, se muda para Quelfes, onde apresenta os primeiros sinais sérios de neurose. Seu casamento se desfaz pouco depois.” (PRAHOJE,2009)

1927 Florbela perde seu irmão Apeles em um acidente. Isto abalou demais a poetiza, publicando o “Às Máscaras do Destino” em dedicação ao seu irmão.

Em dois de dezembro de 1930, Florbela encerra seu Diário do Último Ano com a seguinte frase: “… e não haver gestos novos nem palavras novas.” Às Diário de Lisboaduas horas do dia 8 de dezembro – no dia do seu aniversário Florbela D’Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal. Algumas décadas depois seus restos mortais são transportados para Vila Viçosa, “… a terra alentejana a que entranhadamente quero”.

Livros publicados:

– Livro de Mágoas (1919)
– Livro de Soror Saudade (1923)
– Reliquiae (1931)
– Charneca em Flor (1929)

Contos:
– Às Máscaras do Destino (1931 – Dedicado ao seu Irmão)
– Dominó Negro (1931)

… fonte: http://www.prahoje.com.br/florbela/?page_id=59

…bem é isso…

Um Poema dela aqui..:

Sem Remédio

Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou…
Não sabem que passou, um dia, a Dor,
À minha porta e, nesse dia, entrou.

E é desde então que eu sinto este pavor;
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

Sinto os passos da Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é Demência!
Que é já vontade doida de gritar!

E é sempre a mesma mágoa,o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!…

(Florbela Espanca)

I Wanna Doo Oop

Posted in Versus Pandora's with tags , , , , on outubro 22, 2009 by Pandora Bezarius

Eu e Você com as gotas, dançando nas ruas..

“Sinto que não valho mais, mais pobrezinha:
Que também é orgulho ser sozinha,
E também é nobreza não ter nada!”
(Florbela Espanca)

Mesmo em fatos,
Sempre de bom grado.
Um fado, um estrago!
São assim os dias…
São lágrimas de mentiras
E escutando um triste sermão,
Se volta em verdades sem perdãos
Ao se afastar da imensidão…
São todas as lembranças da desdita.
Um trovador de amores,
Pranteando em silêncio as dores.
As falsas ditosas esperanças…
………………………….
Ansias d’um certo viver,
Abandonar o Passado e esquecer!…

(Jean Simon)

Odeio o crepúsculo, odeio o alvorecer!
Ambos me levam p’ra nunca mais te ver…
Odeio a noite, por ter que sonhar
E encarar o desprezo do teu lindo olhar.
Mas nem luz, nem noite fazem-me feliz;
Nenhum me traz você aqui…

P.S.: “Você se dá conta de que todos que você conhece, um dia, irá morrer?”

well, well, well….

Posted in Queixumes with tags , , , , on outubro 20, 2009 by Pandora Bezarius

Queixumes

Infância esquecida...Ora, ora… Aqui estou, reclamando do que não se deve reclamar. Sei da importância, Sei até que não devo lastimar, mas praguejo e lastimo!… Ora essa, por que sempre foge o que mais estimo? Então, tudo outra vez… Mais uma mísera vez. Da próxima eu irei gritar: – QUE SE DANE O MUNDO, O MEU LAR! De fato, é egoísta de se pensar… Veja bem, eu não sou de agradecer, de me desculpar, talvez. É que ainda não me conformo de como tudo acabou! Bem, então começo outra vez. Há dias que me sinto enclausurada… Há dias que nada me satisfaz, há dias que nada faz sentido e há dias que não quero saber desse sentido! Estou eu, outra vez, aflita e confusa… Ainda tento descobrir o que me faz ser tão… assim… meio distraída, meio irresponsável, meio aflita, meio confusa e iludida. Meio paranóica, meio esquisita. De tantas especificações de mim, a que se sobre sai.. SOU RABUGENTA! Odeio barulhos (que não sejam os meus), odeio monotomia, odeio gente forçada, odeio que me tratem mal, odeio que mandem em mim, odeio superioridade, odeio amar, odeio ser esquecida, odeio não ter importancia para alguém… Odeio mais ainda, não ser alguém!… E mais uma vez me saí mal. Um novo começo agora; Nem sempre estou, de fato, feliz… Bem, estou… Ai, que tormento. Não sei se sou… (vocÊ é?) se sou feliz… Em outras palavras, acho que estou sempre angustiada. É só isso… começo e termino, de novo e de novo… sempre chego a mesma conclusão… a qual você chegou?

….

P.S.: Eu era, quem sabe… Antes de tudo…. Ou Antes de nada…