Arquivo para março, 2010

Dos cegos do castelo me despeço e vou…

Posted in Versus Pandora's with tags , , , , on março 31, 2010 by Pandora Bezarius

Bobo da Corte

Ah se eu fosse um duelo,
Com espadas e um martelo…
Quem sabe não teria uma vitória,
E partisse aos dias de glória?
Quem sabe dele, tu me olharia,
Num vão de olarias…
Vem, senta; me escuta falar…
Quero dizer que ainda me falta ar,
Que falta o belo,
Aquele sem nexo escrito num castelo,
Em alturas de livre calhar.
Vem quieta esboçando um sorriso,
Aquele de canto, meio siso,
Meu encanto, de fazer-me gargalhar.
Então de lado, eu passo
Aos olhos teus, o peito de aço,
Que esbarra no muro
E faz-me de burro,
Um doce asno Sem reclamar.
Ah, se eu fosse uma corda,
E delas tu pudesses tocar,
Um ritmo que canta,
O doce som do teu olhar…
Ah, se eu fosse…
Vibrando em tua lança,
Um bobo louco a saltitar!…

(Jean Simon)


“A pé até encontra um cmainho, um lugar pro que eu sou.”

Confesso acordei achando tudo indiferente….

Posted in Versus Pandora's with tags , , , on março 25, 2010 by Pandora Bezarius

Tão…

Estranho é sentir este vazio,
Um nó na garganta
O peito entrelaçado em um fio,

Tecendo largas escalas em plantas.
Estranho é ver, sorrir e correr,
E mais tarde no escuro,

Olhar, pensar e não sentir prazer;
Ai, que ainda estou em apuros!
E não vejo a solução dos prantos meus,

Aqueles tão secos, tão frouxos
Que não caem, nem acorda o que adormeceu.
E vejo o que sobrou de tão pouco.

De mim, que nada digo e nada penso
É estranho como ainda me afeta este tempo.
…………………………………
É quase mês de abril!…


(Jean Simon)

Who are you?….

Posted in Versus Pandora's with tags , , , , on março 23, 2010 by Pandora Bezarius

Keep you in the dark and know they all pretender….

Hoje que sou,
Que faço
E recato.
Que grito
Planejo,
Esperneio
E desminto!
Triste
Ofegante,
Insiste
E expande.
Não digo,
Não falo
Escuto
Calado!
Eu sou,
Eu vou,
E não!
Grito:
– que vão!
E escrito:
peça e
fico!
Hoje é dia
De pedra no chão.
Simples alegria,
Vetado em um não!
Me dói
E corroi…
Hoje, quem sabe,
Eu aplaude
A ilustre alegria
de uma paixão
Sensata irônia
E um leve sermão!
Permite
Que sente,
Que grite
E aumente,
A dor do peito
Num breve conselho.
Então eu respeito,
E encaro o espelho.
Eu sou…Eu sou…
E levo o que sobrou!
Sobre mim
Um nada,
Um leve carmim,
E uma espanada!
Prossiga
E diga.
Ressalta o EU
Que queres espadas,
um escudo romanesco..
Esconda-o em tuas asas.
………………….
Oh, o doce refresco..
O belo resguardo
Da dama do lado…
Em branco e véu,
Ligada ao meu anel.
Demasiada,
Exautada,
Quimera
Em primavera.
Vê que louco,
O espelho é.
Meio Oco,
E absorto,
minha imagem de pé!
Assim é…
Devaneio
No que menos creio!…

(Jean Simon)

P.S.: Digo por aqui o que não direi ali. Não saberá de fato o que eu escrevi. Mesmo que saiba por palavras, não sabes as das desgraças. Então lê e finja que entenda, finja que me aguenta!….

Que assim se cale, que assim se encerre!….

Posted in Versus Pandora's on março 17, 2010 by Pandora Bezarius

Eu só quero viver,
Seguir a diante E tentar esquecer..
Ir à um lugar distante…
Neste mesmo instante!
Poder sonhar e chorar..
Por dores ou amar..
Viver em tranquilidade,
Encontrar minha qualidade…
Gargalhar minha eterna desventura…
E viver meu sonho de ventura..
Fugir do passado atormentador, E
não chorar mais de dor!
Vou seguir, vou viver,
Apenas para tentar te esquecer…
Estou aqui viva e enrubecida,
É a vida, é a vida Numa eterna decida..!
Quanto mais penso, mais sofro…
Então, não penso – Logo não sofro!
Chorar?viver?Amar?
Dor!…Quero cantar!…
Para aliviar minhas impurezas…
Deixar extrair minhas belezas…
Meu campo, meu lar, Mas, aqui é meu lugar?…
Já disse duvidas em escrituras passadas,
Mas onde mesmo é que eu estava!?
Na dor… no sofrimento..
Meu acalento mortal, meu momento!
Eu persisto a vida,
Procura deixar sempre contida!…
Ah… Minha dor…
Essas são lágrimas do meu amor!…
Então calo-me das asneiras…
E aqui se encerra minha incertezas…

(Pandora B.)

Lições de Abismo…

Posted in Queixumes with tags , on março 15, 2010 by Pandora Bezarius

“Naquele dia em que dei um soco na mesa e gritei para Eunice “estou farto! vai-te embora!” o ar entrou em vibração. Em ondas concêtricas evolou-se minha ira, saiu pela janela, como pássaro tonto, esbarrou ali no muro, contornou acolá o tronco da amendoeira, e ganhou alturas. Continuam as moléculas o seu jogo, cada vez mais tênue, e cada vez mais misturado com os outros movimentos, com os outros acasos, até o dia, dentro de dez anos, mil anos, em que um resto de frêmito volta a passar, de leve, trazido por uma brisa do entardecer, nos finos cabelos de uma jovem pensativa, que nunca, nunca poderá saber, adivinhar, que dentro daquela carícia do vento vem escondido o último queixume, dinamizado, molecular, de um pobre coração apaixonado.” (Corção, 2004)

Feliz dia da Mulher

Posted in Queixumes with tags , , , on março 8, 2010 by Pandora Bezarius

Vou repetir um poema que fiz justamente pras mulheres! ^^

Mulher

Mulher em imagens sem cor.
Doce, cativante num mistério,
Em cursas simétricas como a flor.
em sorrisos, Enigmáticos, sinceros…

Mulher bela em seu jeito,
Em gritos e silencio de sua dor,
EM sua alegria no canto de um beijos,
Os sonhos de menina em cada amor.

A beleza de sua forma
Singela e avassaladora em suas molduras.
Cada moldura um quadro, uma história,
Um conto de novas estruturas.

Delicada postura em diamante,
Sintilante brilho em cada riso.
Um detalhe necessãrio em todos os instantes.
Vida da vida – Bem que estimo!

Distintas mulheres, Diferentes mosáicos,
Cada peça, indecifrável;
De diferentes lugares e espaços,
O desenho perfeito indispensável!

(Jean Simon)

Parabéns a cada mulher deste planeta, deste país. Elas merecem tudo do que a vida tem a oferecer, por sua força, coragem e atitude. E diante de grande poder, sem perder a feminilidade regem uma grande orquestra.!

São à elas que devo agradecer por ser quem sou.

It never felte that way i’m shore, I don’t believe me anymore…

Posted in Queixumes on março 5, 2010 by Pandora Bezarius

Veja o céu todo nublado,
Goticulas de água por todo o ar…
A fumaça do meu cigarro confundindo o espeço.
Vê, que engraçado… cada trago consome meu ser
E o dia vai assim, despercebi e calmo…
Hoje não escrevo rimas nem poesias,
Agora escrevo versos sem sentidos,
Só pra dizer como vai a tarde,
COmo o sol some diante das nuvens nubladas…
Aquela sensção de liberdade contida nas grades da janela
Não sei o que fazer diante dela..
Então eu ponho uma musica para tocar.
Enquanto a musica rola, meu cigarro vai acabando,
Como tudo nesta vida tende a terminar
“The scenery for me is a different Storie”

 

“Tear run dry..
(…)

It’s all gonne now,

I’ve finally found….”