Arquivo para agosto, 2010

To me you’re strange and beautiful….

Posted in Sem categoria with tags , , , , , , on agosto 26, 2010 by Pandora Bezarius
Hoje lembrei daquele dia… em que, por um instante, eu tive tua atenção. E eu sei que seus olhos me olhavam minimamente, percebendo meus movimentos, minha respiração e o meus lábios se contraindo. A forma com o meu cabelo caia sobre meu rosto, dando um tom de mistério e vibrando com a minha voz. E naquele instante em que você pediu minha atenção, você acapturou  por longos meses. E dessa vez foi eu quem esteve te olhando atentamente.
Cada contração dos teus músculos, membros; A forma como movimentava os braços, ou como você sentava diante da TV, ou se encostava na janela. E eu não sei por que minha mente continua a reviver esses momentos, que hoje, são dolorosos. Lembro de quando segurei teu braço, de uma forma tão insegura. E eu tive medo aqueles dias, medo de ser descoberta. Medo de não poder olhar nos teus olhos, de não poder te ver de novo. Ou o que seria mais duro: teu desprezo. E antes de tudo, eu só queria segurar a tua mão…

Eu venho acompanhando seu mundo de longe
Eu venho tentando estar onde você está
E secretamente eu vou caindo e me distanciando.
Eu verei.
Pra mim, você é estranha e linda
Você seria tão perfeita comigo, mas apenas não consegue ver
Você faz todas cabeças girarem, mas não me vê.
Eu vou colocar um encanto em você
Você irá cair adormecida, e eu colocarei um encanto em você
E quando eu te acordar
Eu serei a primeira coisa que você irá ver
E você vai perceber que me ama.
Às vezes, a última coisa que você quer chega primeiro
Às vezes, o que você mais quer nunca chega
E eu sei, esperar é a única coisa que você pode fazer
Às vezes…

No peito dos desafinados, também bate um coração…

Posted in Sem categoria with tags , , , , , on agosto 20, 2010 by Pandora Bezarius

Eu não ando só… só ando em boa companhia, com meu violão, minha canção e a poesia!

Para viver um grande amor, preciso
É muita concentração e muito siso
Muita seriedade e pouco riso
Para viver um grande amor

Para viver um grande amor, mistério
É ser um homem de uma só mulher
Pois ser de muitas – poxa! – é pra quem quer
Nem tem nenhum valor..

Para viver um grande amor, primeiro
É preciso sagrar-se cavalheiro
E ser de sua dama por inteiro
Seja lá como for.

Há de fazer do corpo uma morada
Onde clausure-se a mulher amada
E postar-se de fora com uma espada
Para viver um grande amor.

Para viver um grande amor direito
Não basta apenas ser um bom sujeito
É preciso também ter muito peito
Peito de remador

É sempre necessário ter em vista
Um crédito de rosas no florista
Muito mais, muito mais que na modista
Para viver um grande amor

Conta ponto saber fazer coisinhas
Ovos mexidos, camarões, sopinhas
Molhos, filés com fritas, comidinhas
Para depois do amor

E o que há de melhor que ir pra cozinha
E preparar com amor uma galinha
Com uma rica e gostosa farofinha
Para o seu grande amor?

Para viver um grande amor, é muito
Muito importante viver sempre junto
E até ser, se possível, um só defunto
Pra não morrer de dor

É preciso um cuidado permanente
Não só com o corpo, mas também com a mente
Pois qualquer “baixo” seu, a amada sente
E esfria um pouco o amor

Há de ser bem cortês sem cortesia
Doce e conciliador sem covardia
Saber ganhar dinheiro com poesia
Não ser um ganhador

Mas tudo isso não adianta nada,
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor!

(Vinícius de Moraes)

Quando a vida dói, eu tento me concentrar, num caminho fácil…

Posted in Queixumes with tags , , , , , on agosto 12, 2010 by Pandora Bezarius

Eu nunca sei o que escrever quando meu humor está no seu estado natural, ou ao menos normal. Sempre me falta o que falar. Não há reclamações e até mesmo a preguiça consome meus pensamentos. Na realidade é o conformismo do momento, até então eu estou bem, e o que há de interessante em reclamar ao estar assim? É comum que eu esteja estagnada…e quem sabe sou eu mesma que me força a ficar assim. Não quero complicar o fácil, mais do que eu já complico normalmente. Há tantas preocupações que eu não quero por em pauta, citar.. não quero lembrar que eles existem!… Foi embora o tempo em que eu conseguiria por tudo em um papel, página virtual, o que eu pensava. E passado os tempos, tornei-me muito mais fechada; não que isso seja ótimo, pois não é, Acreditem-me não é e não há nada de interessante nisso…

Primeiro vem a dor no peito de conter tudo, com um vontade de explodir (distraindo-se passa logo); depois a sensação de sufoco, aparentando ter algo entalado na garganta, e ao enfretar as pessoas a voz embarganha e é necessário respirar fundo para aguentar; por último a pior sensação: vazio. Este é o pior momento, aquele em que você se encontra completamente sozinha, seja lá onde for. Nada tem muito sentido naquele momento, nada vale a pena, nada te conforta e o chão parece ser o lugar mais acolhedor do seu quarto. Lajotas frias, o chão duro e por um minuto você se ludibria que aquele é seu lugar. Na cama, com a cabeça afundada no travesseiro, chora lágrimas desde a última vez em que você, por tudo e nada ao mesmo tempo, chorou!

Ainda que você as derrame, nada faz vocÊ se sentir melhor e a causa de tudo isso: desde um coração partido aos estresses dos trabalhos. Não adianta apertar forte o travesseiro… forçar o corpo contra a cama de forma desvairada para tentar acalmar os membros, que naquele instante, estão dormentes. O peito acelerado, a respiração ofegante. Parece haver um buraco imenso no qual foi lançado para o mais escuro e profundo. Ainda sim, você aperta o peito com as mãos, numa atitute extrema de tentar fechar, arrancar, quem sabe, o coração que tanto lhe dói naquele momento. Entretanto, toda medida louca que você supõem fazer efeito, de nada adianta e enquanto a madrugada vai percorrendo o tempo, vocÊ afunda ainda mais a cara no travesseiro e não adianta de nenhum modo aquelas desditas lágrimas. E só existe a vontade de gritar, esperniar, socar o travesseiro e se pergunta “por que?”, provavelmente esperando uma resposta na qual você não obterá, pode ser que depois você até encontre as respostas, mas naquela hora você só queria que fosse de outra forma, que pudesse parar o tempo, trancar o coração numa caixa, enfiar a cabeça debaixo do travesseiro e ninguém te enxergar.

Você se lembra de tudo o que poderia ter dito, que poderia ser feito e o que não deveria ter feito. Martiriza-se mais ainda por se culpar diante das coisas e até por pior que seja, você até pensa em.. morrer… Quem sabe sumir, desaparecer. E quando bate a saudade, só pensa em poder se transferir, repartir seu corpo em dois: um fica aqui e outro lá. As oportunidades que você deixou passar estão berrando na sua mente deveras confusa, e aquela maldita pergunta: POR QUE?…

“But Im thinking of what Sarah said

That love is watching someone die

So whos gonna watch you die?”

All of my regrets are nothing new…

Posted in Queixumes with tags , , , , , on agosto 2, 2010 by Pandora Bezarius
Há um tempo em que tudo está organizado, dentro dos meios: sua mente;mundo. Então, um belo dia, tudo parece estar fora dos eixos, exatamente como havia sido antes. E você percebe o quão você é desgraçado por nada se encaixar, por nada ter exatamente o mesmo cheiro, as mesmas cores, a mesma vivacidade que fora aquele momento. E pergunta-se “meu deus, em que momento, em que parte eu errei ou mesmo disse algo que possa ter mudado tanto” tomando um gole do café que parece estar puramente doce, contendo o instinto do cigarro.. E, ah! como você quer o cigarro e poder dizer para si mesmo “Está tudo bem, está tudo bem!” e a voz embarganhada ao dizer aos outros “Tudo bem!”…
Mesmo ainda não consegue entender o Porquê de tantas coisas.. E você que achava que era especial para alguém e toda a sua crença sobra o amor desmorona em frente aos olhos teus, vê que todo o patético romantismo e juras de amor foram em vão, ou quem sabe não, mas de qualquer forma Você só lembra do “Sim”; a palavra que te monta ou destrói.. E como todos os demais desgraçados, eu que tive tudo… Foi-me todo o amor. É então que eu descubro que sou afortunada, mas só um pouco desgraçada… A verdade que eu nego ser? você vai casar? Você achou seu alguém e eu me perdi!…  Apenas posso dizer que… Bem, não há nada o que dizer! Seja Feliz!…

E há quem negue o desgosto que é este mês!