Arquivo para junho, 2011

Ainda é cedo…

Posted in Queixumes on junho 17, 2011 by Pandora Bezarius

A questão é que eu faria loucuras sem nem que me pedisse. Pegaria um vão iria até longe, até este lugar tão distante. Eu teria coragem de embarcar sozinha, sem malas, nem companhia. Pegaria um ônibus e desceria sem saber onde ir, sem dinheiro. Eu terminaria todas as minhas coisas pendentes neste lugar onde eu estou e depois partir. Correria atrás do que, talvez, pudesse ser especial. Do que em pouco tempo significou mais que 4 anos. Mas esta questão é se valeria a pena. Talvez sim, de todas as formas, sim. Mesmo que ao chegar lá, você diga que não há mais nada e que eu estive errada. Porem, ei, eu sempre estive errada e veja onde cheguei. Sempre disse as coisas erradas, nas horas erradas, nos lugares errado E eu percebo que eu estou no lugar, que a parede tinha que estar lá. Então me diga, valerá a pena? Por que, para mim, já não existe pelo o que valha a pena e ainda sim eu iria até lá.

“Para termos chance no futuro, eu tinha que fazer as pazes com o passado.
E para isso eu precisava de tempo.
Espero estar melhor em um ano, e estar sentada com você lendo esta carta.
Mas se não estou, não é porque não o amo, porque eu o amo.
E não é porque eu não sinto sua falta, porque eu já sinto.
Isso só significa que ainda não estou melhor,
e que essa história ainda não acabou.”

I don’t know why …

Posted in Versus Pandora's on junho 3, 2011 by Pandora Bezarius

da noite passada,

a voz entalada,
com o peito partido
e o olho doído.
parti deitada,
rumo ao nada,
rumo ao incerto,
direto ao concreto.
Singela e tremida
a vida vazia,
seguindo encantada
a troco de nada.
tão brusca a batida
da mente caída,
e segue sozinha
a moça sentida
na cama de peito
 abriu o berreiro,
chorava calada
a dor entalada.
os olhos vazavam
o que dentro enterrava
 e a mão sacudia
o vazio que ardia
Já triste e calada,
na cama sentada,
olhando a parede
e o gelo da rede.
a moça tristonha,
sorria enfadonha.
tão seca e instável:
– figura doce e amável.
Quem dirá?
Quem levará?
Apague a luz,
Go back to the cruz;