Arquivo para amores

É tempo de recomeçar

Posted in Queixumes with tags , , , , , , , on julho 9, 2015 by Pandora Bezarius

Mais um conto se encerra, chega ao seu final. Como toda história, o amor tem início, meio e fim. Por vezes, o enredo é tão gostoso que nos faz querer fazer uma releitura e, quem sabe, apagar a memória apenas para poder reler o livro e ter as mesmas sensações que tivera na primeira leitura. Um amor bem sentido deixa gostinho de saudade, de quero mais. Foi isso que você deixou – saudade. O frio na barriga, a ânsia por te encontrar de novo, depois de alguns meses distantes. IMG_6134Esse amor chegou quebrando a porta, escancarando a casa e fazendo uma bagunça por todo o lugar. Não ficou nada intocado, não restou um livro na estante, nem um copo que não tenha quebrado. Foi estrondoso e suave, em um tom verde amarelado – ou seria azulado? – não importa. Ardia como fogo e parecia infinito o ardor, aquele calor vindo das labaredas. Da mesma forma estrondosa e atrapalhada, que o amor chegou, ele se foi. Meio desengonçado, tropeçando, mas sem olhar para trás. Eu torci para que olhasse… Eu o vi de costas, sem nem hesitar, indo. Quantas vezes eu não vi essa cena, eu me pergunto. Terrível é não aceitar que o amor pode se transformar em amizade… Mas eu prefiro quando é o contrário. Lembro-me daquele dia que você sorriu a me ver ao seu lado, após acordar. Tinha um tom lindo os teus olhos! Pareciam dois vidros iluminados e vibrantes, havia calor. Ou poderia apenas ter sido o sol iluminando teu rosto. A claridade tende a nos deixar confuso, tornar algo mais bonito do que é. Que seja! Foi isso o que eu vi: fogo; luz e cheguei até ver um tom de felicidade naquele arco-íris. Eu sempre gostei de arco-íris. Ainda não existe cor mais linda que verde amarelado ou verde azulado – ainda não decidi qual é a cor. O tempo passa, os segundos, minutos e horas voam. Você teve que ir e, esse, foi um dos muitos “adeus” que eu tive que dar. Queria mesmo era dizer “oi” bem caloroso. Desses que nós só vemos nos filmes ou em livros.  Assim como o fogo se apaga, o amor esmorece.  Você virou a página, colocou o ponto final do nosso conto e, eu, ainda estava no capítulo dois. Eu sempre fui um pouco lenta lendo os capítulos. Na maior parte do tempo eu fico me imaginando no lugar da mocinha. Acontece que eu fiquei pra trás e você seguiu adiante um novo livro. Não faço mais parte do teu livro e você não fará mais parte do meu. Uma pena, pois ainda queria te mostrar tantas coisas. Ainda queria te escrever um poema feliz, quem sabe compor uma música só sobre você. Lembra que iriamos para a Itália? Pensando bem, acho que vou ter que fazer essa viagem sozinha, ou com as amigas. Estou triste por ter que encerrar essa história, a verdade é que queria a continuação. Pode ser que se houvesse a continuação, a história não seria tão boa quanto a anterior, não é? Eu quero acreditar nisso, ao menos não me pego pensando no porvir lúdico. Eu deixarei assim, teu perfume na estante, teu presente comigo, na cama. Vou me embriagar de ti até meu estomago te rejeitar. Vou te tragar até a última gota, que ainda existe aqui dentro, depois vou correr para o banheiro e te vomitar até não restar nem um sorriso teu nas minhas lembranças.

Não preciso de modelos, não preciso de heróis.. Eu tenho os meus amigos…

Posted in Queixumes with tags , , , on outubro 28, 2009 by Pandora Bezarius

Todo mundo tem um paraíso individual. O meu por vezes, é um tanto confuso e conflituoso, mas é algo interno. Bia e SarahQuando me desvirtuo diante das pessoas, é o momento de ilusão. Meu momento de prazer, por assim dizer. Tem dias, que estou insuportável, confesso (nem eu mesma me suporto)! E por incrível que pareça, são essas pessoinhas que, de uma forma que elas não sabem,  ajudam-me a melhorar. Os dias perfeitos não existem, mas nós fingimos que sim. Dia de sol, chuva, calor, frio, contanto que estajamos juntas! Há aquelas pessoas distantes, tanto físico quanto psicologico e talvez elas nem saibam da mudança que causa em mim. Mesmo que me tenham feito chorar, sorrir, odiar, amar, passar vergonha, qualquer outra coisa… Ajudaram-me a ser como sou: meio egoista, meio confusa, meio triste, meio feliz, meio louca, meio lógica, meio sinistra, meio fofa, meio bruta e meio carinhosa. Amigos, amores, familia(todos os sabores)… “Não preciso de modelos não preciso de heróis. Eu tenhom meus amigos e quando a vida dói, eu tento me ocncentrar num caminho fácil..”(RUSSO, 2009) Então, pensando bem, obrigada por tudo… Por existirem, por me odiarem, por me amarem, suportarem, cuidarem de mim…!