Arquivo para criança

Um mundo onde a verdade é o avesso e alegria já não tem mais endereço

Posted in Versus Pandora's with tags , , on maio 25, 2013 by Pandora Bezarius

large

Mocinha que finge não ver,
Que fica sentida sem crer…
Tens medo da vida e de viver?

Vida curta, um tanto longa.
Espera, e ainda encontras
Que nada vale temer.

Já se sabe de nada do mundo,
E mesmo que corras ao fundo
Um feixe de luz, terás de ver.

Vem, criança, senta aqui.
Sossega o rostinho para dormir,

Que estes são sonhos a esquecer…

O mundo te prepara um caminho,
Comprido, e Às vezes sozinho.
Mas nada que te não possa sorrir,
Fazer-te corar do júbilo por vir.

Pandora B
Anúncios

My Heart is Aching for What I Believe…

Posted in Versus Pandora's with tags , , , on outubro 15, 2009 by Pandora Bezarius

Parece que gosto de tudo um pouco mais...

“Até agora eu não me conhecia
Julgava que era Eu e eu não era
Aquela que em meus versos descrevera
tão claro como a fonte e como o dia.”

Mentiras

São mentiras, não nego.
Minto viver, minto crer.
Não sou bruto, mas tento ser.
São mentiras que rego.

Querer saber do meu eu,
Te falo que sou,
Te mostro o que mais amou.
E escondo o que mais me doeu.

São mentiras que conto,
Que júbilo dia passo a ter.
Momentos claros que podes ver,
Mas são mentiras que escondo.

Olhando pro alto, mirando o céu.
Cada estrela uma lembrança,
Coisas que guardo, tentando ser fiel
Vendo o que restou da ultima esperança.

Mentiras as que falo,
Que conto alto e espalho.
Não há sensatez no olhar,
Confusões erradas no falar.

É crer e ver,
Que sorrindo peço um consolo,
Que em prantos pareço um tolo
Encobrindo na escuridão o ser.

Implore confissões,
Contar-te-ei falsas ilusões
Sobre o peito lascerado,
E o coração desfigurado.

São mentiras que conto pra mim,
De um tal bem-querer,
São mentiras que escondo em mim
– Imagens, aquelas, que você não quer ver.

(Jean Simon)

“Eu queria mais altas as estrelas,
Mais largo o espaço, o sol mais criador,
Mais refulgente a lua, o mar maior,
Mais cavada as ondas e mais belas;
Mais ampla, mais rasgadas as janelas
Das almas, mais rosais a abrir em flor,
Mais montanhas, mais asas de condor,
Mais sangue sobre a cruz das caravelas!
E abrir os braços e viver a vida,
– Quanto mais funda e lúgubre a descida
Mais alta é a ladeira que não cansa!

E, acabada a tarefa… em paz, contente,
um dia adormecer, serenamente,
Como dorme no berço uma criança!”